Por que os planos morrem
Um plano de desenvolvimento típico tem seis ou sete itens, cada um com uma descrição genérica e prazo de um ano. "Desenvolver liderança." "Melhorar comunicação." "Aprofundar conhecimento técnico."
Nenhum desses é algo que a pessoa possa fazer na terça-feira. E o que não cabe numa terça não acontece nunca.
O plano some não porque a pessoa não quer crescer. Some porque não há nada nele que ela consiga começar.
Objetivo: Desenvolver habilidades de liderança
- Buscar oportunidades de liderar projetos
- Desenvolver visão estratégica
- Melhorar comunicação com stakeholders
Objetivo: Conduzir a reunião semanal da área até junho
- Assistir a duas reuniões observando como conduzo
- Conduzir a primeira com a pauta feita por mim
- Conduzir a segunda montando a pauta sozinha
Três coisas que separam um do outro
Poucas ações. Duas ou três. Um plano com sete itens comunica que nada é prioridade. E ninguém desenvolve sete coisas ao mesmo tempo.
Prazo curto. Um ano é longe demais para gerar movimento. Sessenta ou noventa dias criam a urgência necessária para começar esta semana.
Ação, não intenção. "Melhorar comunicação" é intenção. "Apresentar o resultado do mês na reunião de área" é ação. A segunda tem data e você sabe se aconteceu.
O acompanhamento é metade do plano
Um plano sem data de revisão é um plano abandonado com antecedência.
Não precisa ser reunião formal. Cinco minutos em uma conversa que já vai acontecer resolve: como está aquilo que combinamos?
O que muda não é a cobrança. É o fato de existir um momento previsto em que o assunto volta. Isso sozinho aumenta muito a chance de a ação sair do papel.
Quem escreve o plano
Se você escreve sozinho e apresenta pronto, o plano é seu. A pessoa vai cumprir por obrigação, se cumprir.
O caminho que funciona é você trazer a observação e ela propor a ação. Você diz o que percebeu. Ela diz o que faria a respeito.
Plano construído junto tem outro nível de compromisso, e geralmente é mais realista. Ela sabe melhor que você o que cabe na rotina dela.
Quando o plano não anda
Acontece, e a leitura importa. Antes de concluir que faltou vontade, considere três hipóteses mais prováveis.
A ação era grande demais para o prazo. A rotina engoliu o tempo. Ou o plano nunca fez sentido para ela, e ela concordou por educação.
Nas três, a resposta é a mesma: revisar o plano, não cobrar mais forte.
Crie um PDI com duas ou três ações e uma data de revisão.
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