Para que serve, além do óbvio
Organograma tem fama de documento burocrático que se faz para mostrar a alguém. Numa equipe pequena, ele serve para outra coisa.
Serve para você ver de fora uma estrutura que conhece de dentro. E de fora aparecem padrões que passam despercebidos no dia a dia.
Oito pessoas reportando diretamente. Cabe? Depende do trabalho, mas vale perguntar.
Três coisas que o desenho revela
Sobrecarga de reporte. Se todo mundo reporta a você, cada conversa individual disputa o mesmo tempo. Oito pessoas com conversa mensal já são oito compromissos que não podem escorregar.
Camadas demais. O inverso também acontece: três níveis de hierarquia para doze pessoas cria distância que o tamanho não justifica.
Gente sem gestor definido. É mais comum do que parece. Alguém que na prática responde a duas pessoas, ou a ninguém em particular.
Por que o campo do gestor importa
Definir quem reporta a quem parece formalidade, mas resolve uma coisa concreta: quem é responsável pelo desenvolvimento daquela pessoa.
Sem isso definido, a avaliação fica sem dono, a conversa de feedback não acontece porque cada um acha que o outro vai fazer, e a pessoa não sabe a quem pedir o que precisa.
Quando o organograma sai chapado
Se ninguém tem gestor cadastrado, o desenho vira uma lista de nomes lado a lado. Isso não é problema do desenho, é falta do dado.
E preencher costuma levar poucos minutos, porque você já sabe. É só registrar.
O limite de pessoas por gestor
Não existe número mágico, mas existe uma pergunta útil: você consegue ter uma conversa individual de qualidade com cada uma dessas pessoas por mês?
Se a resposta é não, a estrutura está pedindo alguma coisa. Pode ser delegar parte do acompanhamento, pode ser criar um nível intermediário, pode ser aceitar que a frequência será menor.
O que não funciona é manter a estrutura e fingir que a conversa acontece.
Defina o gestor de cada pessoa e veja a estrutura desenhada.
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