O que é a matriz, na prática
É a resposta escrita para uma pergunta que a equipe faz o tempo todo, mesmo sem verbalizar: o que precisa para chegar no próximo nível?
Sem isso escrito, a resposta vira "quando eu achar que você está pronto". O que é honesto, mas não orienta ninguém.
A mesma competência, réguas diferentes
Comunicação não é mais ou menos importante conforme o nível. O que muda é o que significa fazer bem.
São três expectativas diferentes, e todas legítimas. Cobrar do assistente a régua do especialista é injusto. Aceitar do especialista a régua do assistente é desperdício.
Quantas competências
Quatro a seis. Passou disso, ninguém consulta a matriz.
A tentação é listar tudo que importa. Mas se tudo importa, a matriz vira um documento de referência que se lê uma vez e se esquece, em vez de uma régua que orienta decisão.
Dezoito competências, cada uma com quatro níveis descritos em parágrafos. Setenta e duas células de texto.
Cinco competências, uma frase por nível. Cabe numa tela e se lê em dois minutos.
Como escolher quais
Duas perguntas ajudam. O que diferencia quem vai bem de quem vai mal aqui? E o que eu explico repetidamente para quem chega?
O que aparece nas duas respostas é competência de verdade para a tua área. O resto costuma ser genérico copiado de algum modelo.
Competência não é a mesma coisa que avaliação
Uma confusão comum: a matriz descreve o esperado, a avaliação mede o realizado.
A matriz não tem nota. Ela é a referência contra a qual a nota faz sentido. Sem ela, o 6 e o 8 são opinião. Com ela, são posição em relação a algo escrito.
Revisar quando muda o trabalho
Matriz não é documento eterno. Se a área passou a fazer algo novo, ou parou de fazer algo que fazia, a matriz precisa acompanhar.
Uma revisão por ano costuma bastar, e o momento natural é junto com o ciclo de avaliação.
Monte a matriz por cargo, com a régua de cada nível.
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